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Búzios -Maquinas desmatam em área da Tartaruga

terça-feira, 3 de abril de 2012


Maquinas desmatam em área da Tartaruga tida como parte integrante do "Parque da Costa do Sol"

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De acordo com uma denúncia, feita de forma anônima no inicio da semana ao PH, pessoas que seriam integrantes de uma família que toma conta de carros que estacionam em um terreno localizado na estrada de acesso a praia Tartaruga, teriam resolvido aumentar a área usada para tal finalidade, ‘na marra’. As máquinas, que, também de acordo com a denúncia, seriam as mesmas que prestam serviços para a prefeitura, estiveram destruindo barrancos e trechos de vegetação nativa em uma área particular, durante toda a tarde de segunda-feira (13).
A área em questão faria parte de uma fração do recém criado Parque da Costa do Sol, o que teria deixado pessoas ligadas ao ordenamento ambiental da Cidade perplexas com tamanha agressão. No local ninguém quis dar informações a respeito do desmatamento; a equipe do PH também não conseguiu saber de onde teria partido a autorização para a ampliação da área de estacionamento. Recentemente um grupo de pessoas que se ocupam do mesmo estacionamento organizaram uma manifestação de agradecimento ao prefeito, atribuindo a ele a organização da atividade ao longo da via de acesso, que leva até a importante praia. (GB)

Mini tornado dá adeus ao verão e recebe o outono arrancando árvores e telhas da Orla Bardot

Mini tornado dá adeus ao verão e recebe o outono arrancando árvores e telhas da Orla Bardot

153167Quem esteve em Búzios no último final de semana pode presenciar eventos considerados por alguns como sendo extremos. Na madrugada de sábado (24) uma forte tempestade de raios, com ventos e chuva forte tirou o sono de muita gente. A intensidade da tempesta
Eram 18h15 quando o pescador Maneli lançou a rede ao mar para pescar camarão. Quinze minutos depois, foi surpreendido por um vento diferente, que chegava com uma ‘nuvem negra subindo’, em formato de redemoinho, vindo em direção da Praia Rasa, fazendo-se acompanhar de uma chuvinha fina. É história de pescador, sim, porém real: a embarcação de sete metros e meio de Maneli virou tal qual uma palha num sopro e ele se manteve por baixo do barco, agarrando-se a casaria, livrando-se do macacão e das botas, e depois nadando por cerca de 25 minutos (mesmo com seus ombros operados) até chegar ao Humaitá, quando a água já batia em seus joelhos. Logo foi avistado por um barco vindo da Barra de São João, cujos tripulantes, após muito insistirem, lhe ajudaram a voltar e rebocar seu barco. Maneli tem 50 anos de profissão, já perdeu amigos em alto-mar, mas diz que nunca passou por momento mais crítico do que esse, nunca viu vento mais bravo, por toda a Costa Brasileira por onde passou. O que a principio foi um Noroeste, deu o ar de sua graça desde a Tartaruga até os Ossos, na tardinha do último sábado (24), três dias após a primeira mudança de estação do ano.
Pelo mar, que se manteve tranquilo e sereno durante todo o tempo, o vento passou em uns dois minutos. Na terra ele durou um pouco mais, o bastante para que, ao seu final, a visão fosse a de uma catástrofe. Aproximadamente 40 árvores foram arrancadas pela raiz, destruindo calçadas, exterminando ninhos com passarinhos e obstruindo a Rua das Pedras, a Orla Bardot, e o morro do Humaitá. Uma delas, bem robusta, caiu em meio a uma cerimônia de casamento na Tartaruga. Cerca de 20 casas, entre elas comerciais, foram destelhadas. A Igreja de Sant’Anna também foi destelhada e teve seus móveis arrastados. Bicicletas voaram de uma calçada a outra. Galhos gigantes ficaram presos às fiações elétricas dos postes. Bueiros entupiram em um segundo. Aquecedores solares de pousadas pareciam pipas avoadas. Escunas perderam seus toldos. Lojas e escritórios no Centro, na Orla e na Armação foram atingidos por galhos e tiveram vidros e letreiros quebrados e portas interditadas. Felizmente foi só o susto e o prejuízo material. Mas algumas pessoas acharam que era o mundo se acabando:
- Eu pensei que fosse morrer. Há 33 anos moro na praia e nunca vi nada parecido. Estávamos eu, minha irmã e meu filho no meu restaurante, e só deu tempo de tirar as mesas e cadeiras e nos escondermos no banheiro. Veio uma espécie de bola de vento do mar, e ficou tudo escuro. Lá de dentro não sabíamos ao certo o que estava acontecendo do lado de fora, só escutávamos o barulho. Foi horrível, muitos trovões, relâmpagos...Foram uns quatro minutos de vento, mas nesse tempo eu vi passar minha vida toda como um filme na minha frente. Quando saímos, parecia que tinha havido uma guerra aqui. Graças a Deus tinha poucas pessoas nas ruas, não tinha barracas na Orla, nem navios, senão não sabemos o que poderia ter acontecido. Deus protegeu esse lugar – diz Cíntia Coutinho, dona do Barraza, nos Ossos, após o sufoco.
Os estragos puderam ser contabilizados pela Defesa Civil, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros, que trabalharam em conjunto durante o sábado e domingo para ‘juntar os cacos’ e devolver a ordem às ruas. A equipe de limpeza da Prefeitura ‘deu duro’ até a terça-feira (27), retirando galhos de ruas menos movimentadas, que impediam automóveis de transitar. Foram necessários seis caminhões (enchidos 16 vezes), três retroescavadeiras e 35 homens para serrar e retirar as árvores espalhadas pelo caminho. O trânsito teve que ser desviado: com a Praça Santos Dumont fechada para a Orla e Rua das Pedras, a opção foi a Travessa dos Pescadores, donde se seguia para a Estrada da Usina (que também foi atingida). Essa mudança, e o risco das lojas se manterem abertas, uma vez que outras árvores poderiam cair, contribuíram ainda mais para que a Associação Comercial de Búzios amargasse considerável perda de faturamento.  
Uma embarcação próxima ao cais do Centro possuía um anemômetro, e com esse aparelho ficou-se sabendo a velocidade do vento: 90Km/h. Especialistas em meteorologia consideram que os ventos são fortes quando passam dos 46Km/h. Já acima de 60Km/h, são considerados muito fortes. E aos 90Km/h, o que seria?
- Um mini tornado, com certeza. Como se deu na superfície da água, é chamado também de tromba d’água. Pra se ter uma ideia, ventos de 33 nós correspondem a 55, 60 Km/h, e uma vez previstos, já emitimos sinais para as embarcações, para que elas saibam que enfrentarão dificuldades. Mas em geral são as próprias embarcações que nos comunicam quando há eventos como esse. Nesse caso nós não registramos nada em Búzios. É muito difícil prever esse tipo de fenômeno, porque ele é muito raro no Brasil. Nos Estados Unidos existem períodos favoráveis para eles acontecerem, mas aqui não. Tornados se dão de forma muito aleatória, em áreas muito isoladas, específicas. É uma situação muito esporádica – disse o tenente Gadelha, do setor de Meteorologia do Centro de Hidrografia e Navegação da Marinha, no Rio de Janeiro, responsável pela previsão do tempo em toda a Região dos Lagos. 
Já o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), também no Rio de Janeiro, confirma que naquela tarde houve um sistema de baixa pressão por todo o litoral do estado, mas que nada foi previsto ou identificado em Búzios, bem como não registrou-se nada semelhante ao que houve aqui, em outros lugares. Ouvindo a Marinha e o Inmet, calcula-se, basicamente o que aconteceu: a alta umidade do ar (a temperatura estava acima dos 32º em Búzios, e embora o verão tenha ido, o calor permanece) juntou-se a uma frente fria (um vento Noroeste caracterizaria isso), sendo o suficiente para se criar nuvens de chuva capazes de abrigar, por baixo delas, turbilhões propensos aos tornados.     
Quando pisou em terra firme, Maneli disse não ter encontrado ninguém. Seus amigos, acostumados com suas brincadeiras, custaram a acreditar que o que tivesse contando fosse verdade. Já sua família não queria deixar que ele retornasse ao mar, mas na última quinta-feira (29), Maneli pegou seu barco ‘Feliz’ e partiu novamente, segundo ele para distrair a cabeça e não pensar no que aconteceu.
- Teve momentos em que eu fiquei bastante preocupado, mas eu nasci de novo, foi um milagre. Graças a Deus, Ele me salvou e não deixou ficar nenhum trauma. Agradeço a todos os que se alegraram por mim – diz emocionado, o mais famoso sobrevivente das águas e dos ventos de Búzios.
O trabalho da Prefeitura agora consiste em refazer as calçadas destruídas e replantar as árvores. A Ampla também ajudou na remoção dos galhos, mas esse vento que ficou na memória dos buzianos, fez levantar uma questão: por onde anda a empresa detentora de um contrato de R$ 100 mil mensais para podas de árvores na Cidade? 


Colaborador: Bruno Almeida

EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 001/20012/ PREFEITURA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS DE 23 DE MARÇO DE 2012.

domingo, 25 de março de 2012

EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 001/20012/ PREFEITURA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS DE 23 DE MARÇO DE 2012.

Região dos Lagos e Norte Fluminense

Domingo , 25 de Mar 2012
 
Atualizado em 24/03/2012 00:00:01

EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 001/20012/ PREFEITURA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS DE 23 DE MARÇO DE 2012.

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
SECRETARIA MUNICIPAL DE GESTÃO

EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 001/20012/ PREFEITURA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS DE 23 DE MARÇO DE 2012.

LEI DA FICHA LIMPA-AINDA BEM QUE MUITOS DELES FICARAO DE FORA

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

""""sorte grande para os eleitores e moradores de Búzios""""

 

Lei da Ficha Limpa já vale para estas eleições

Em Búzios, todos os pré-candidatos a prefeito permanecem no efetivo exercício de seus direitos políticos, sem estarem inelegíveis

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A Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso e sanciona da dia 4 de junho de 2010 impede, dentre outros dispositivos, a candidatura de políticos condenados por um colegiado da Justiça (mais de um juiz). Segundo a Lei, fica inelegível, por oito anos a partir da punição, o político condenado por crimes eleitorais (compra de votos, fraude, falsificação de documento público), lavagem e ocultação de bens, improbidade administrativa, entre outros.
O STF se manifestava sobre duas dúvidas quanto a constitucionalidade da matéria: se a lei torna inelegível quem for condenado em órgão colegiado, mesmo se ainda couber recurso; e se quem renunciou ao cargo para escapar da cassação se torna automaticamente inelegível. Há divergências sobre quando começa a ser aplicada a pena. O STF entendeu: ‘os condenados em órgão colegiado ficam inelegíveis e quem renunciou a cargos eletivos para escapar de cassação, também’.
Nesta quinta-feira (16), os ministros Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto se somaram a Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Maria Weber e Cármen Lúcia na defesa do mecanismo que barra candidatos condenados por órgãos colegiados da Justiça. Gilmar Mendes divergiu do relator e apontou várias inconstitucionalidades, se juntando a José Dias Toffoli. Celso de Melo e Cezar Peluso.
‘A lei está em total compatibilidade com a Constituição de 88’, afirmou Ayres Britto. Segundo ele, a Constituição brasileira tinha mesmo que ser mais dura no combate à imoralidade e à improbidade. ‘Porque a nossa história não é boa. Muito pelo contrário, a nossa história é ruim’.

De acordo com o ministro, a Lei da Ficha Limpa tem a ambição de ‘mudar uma cultura perniciosa, deletéria, de maltrato, de malversação da coisa pública, para implantar no país o que se poderia chamar de qualidade de vida política, pela melhor seleção, pela melhor escolha dos candidatos, candidatos respeitáveis’. O ministro, em declaração ao PH ainda em 2010, sustentava que ‘a palavra cândido significa limpo, puro, e candidatura significa pureza ética’, e, por isso, repetiu no seu voto: ‘Uma pessoa que desfila pela passarela quase inteira do Código Penal, ou da Lei de Improbidade Administrativa, pode se apresentar como candidato?’ Antes da fala de Britto, Lewandowski apresentou um voto rápido. Para o ministro, a exigência de moralidade na vida pública deve se sobrepor ao direito individual de ser considerado inocente até palavra final da Justiça.

Na Região dos Lagos, em especial em Búzios, não há candidato algum, ainda na condição de pré-candidato, que esteja inelegível. Mesmo o ex-prefeito de Araruama, Francisco Ribeiro, recentemente condenado em 1ª Instância por improbidade administrativa, impetrando recurso no prazo legal, mantém os seus direitos políticos.

No primeiro julgamento, por 6 a 5, o Supremo decidiu que a medida não era aplicável à votação de 2010 por ter sido sancionada em período menor de um ano antes do pleito - o que é vedado pela legislação eleitoral.

Desta vez, ao contrário do que o correu no início do ano, o ministro Luiz Fux votou a favor da aplicação. Weber, que substituiu outra defensora da lei no primeiro julgamento, a ex-ministra Ellen Gracie, também deu seu apoio.

Levada ao Congresso por iniciativa popular, a lei pesou sobre vários candidatos nas eleições de 2010. O mecanismo prevê inelegibilidade para políticos condenados na Justiça, mesmo sem decisão final, e para os que renunciaram ao cargo para escaparem de cassações. Foram os casos do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) e dos senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e João Capiberibe (PSB-AP), entre outros.

Os ministros ainda divergem sobre os prazos para cumprimento da inelegibilidade. A divisão se dá sobre se a suspensão de oito anos deve se dar após uma eventual condenação final do candidato barrado ou se isso deve acontecer a partir da condenação pelo primeiro órgão colegiado.


Inelegibilidade não é pena, Rosa Maria Weber


No voto mais esperado do julgamento, a ministra Rosa Weber afirmou que não há empecilho para que um candidato se torne inelegível antes de ser condenado de forma definitiva - exatamente conforme o mecanismo prevê. ‘A Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da sociedade que está agora exigir dos poderes instituídos um basta’, afirmou. ‘Inelegibilidade não é pena. E aqui o foco é a proteção da legitimidade das eleições e da soberania popular’.

Primeiro ministro a votar contra a iniciativa, Dias Toffoli afirmou que a lei da Ficha Limpa tem a ‘pior redação legislativa dos últimos tempos’. Foi acompanhado por comentários enfáticos de Gilmar Mendes. ‘A Corte pode decidir contra a opinião popular. Se não faríamos plebiscito toda hora e alteraríamos a Constituição. A pena de morte seria aprovada. O modelo contra-majoritário serve para defender o indivíduo de si mesmo’, disse.

Em seu relatório, lido no ano passado, Luiz Fux considerou problemática a aplicação da lei para casos de renúncia com objetivo de evitar cassações, mas admitiu que condenações em órgãos colegiados servem para barrar candidaturas. Tanto os defensores do mecanismo, como Toffoli, concordaram em um ponto: a lei não fere o princípio da irretroabilidade, que proíbe imputar crime a fatos ocorridos antes da confecção de uma determinada lei.



Colaborador: Redação

BÚZIOS - SR.PREFEITO DE BUZIOS QUE VERGONHA PARA NOSSA CIDADE.

Um mar de problemas ou Falta de vergonha mesmo.

Banhistas e comerciantes reclamam de descaso da administração pública em Geribá

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A cada dia se levanta mais forte a onda de pessoas que reivindicam melhor atenção por parte da Prefeitura na praia mais badalada de Búzios, Geribá. Quem chega de carro, já começa desembolsando R$5 para a ‘Búzios Rotativo’, empresa permissionária do serviço de estacionamento. Em geral, os motoristas não reclamam sobre o valor, mas a coisa pega fogo quando, uma vez na areia, descobrem que não existe banheiro público por ali. O mais próximo fica a dois quilômetros, no canto esquerdo. A solução é pagar mais R$5 ao restaurante Fish Bone, cada vez que as necessidades fisiológicas se fizerem presentes, ou se aliviar na água mesmo. Lixeiras, só as particulares, dos donos das barracas que outrora eram quiosques (derrubados por ordem do Ministério Público). São esses comerciantes, aliás, que apesar de muitas vezes serem pegos cobrando consumação mínima, apontam outras irregularidades.
De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, desde o início do verão, os ambulantes que comercializavam bebidas e comidas, só estão autorizados a alugarem guarda-sóis, mesas e cadeiras (o que leva a muitas discussões sobre o ‘loteamento’ de fatias de areia entre eles). Porém, o famoso jeitinho brasileiro não perderia uma praia como essa. Entre um aluguel e outro de guarda-sol, os ambulantes oferecem seus cardápios, que são preparados a poucos metros da faixa de areia; mais exatamente, em pequenas estruturas montadas nas ruas e esquinas, ou em interiores de veículos, sob a vista dos fiscais, alguns, visivelmente mais preocupados em ‘fiscalizar’ as belas curvas das mulheres que chegam na famosa praia do que outra coisa. A situação causa nojo e horror àqueles que prezam por um mínimo de higiene, e decência. Contudo, há de se aplaudir a eficiência dos fiscais quanto a proibição dos jogos de bola, que só podem acontecer após às 16h00, e a permanência de animais. Carrinhos, como os de milho verde e açaí, só podem circular aos que pertencem a vendedores mais antigos. Pastéis, empadas, queijinho, churrasquinho e camarão, com autorização ou não, continuam.
Todos os ambulantes entrevistados pediram para não serem identificados, com medo de represálias. Cientes do papel de ‘recepcionistas’ que também exercem para com os turistas que chegam na praia e de sua importância no cenário político e social da Cidade, eles não tem voz apenas para anunciarem suas mercadorias, mas também suas ideias:
- Eu quero saber pra onde vão os R$173 de anuidade que cada trabalhador paga à Prefeitura pra poder trabalhar na praia? Somos 250 pessoas, somente em Geribá, fora o que a Ordem Pública admite permitir atuar com uma ‘autorização precária’ de um mês, que vai sendo renovada. Isso, por baixo, dá mais de R$ 43 mil por ano. Esse dinheiro vai para Secretaria de Finanças e não retorna a nós, trabalhadores e turistas, em serviços. A praia é o cartão postal da Cidade, nosso ganha pão, nosso patrimônio, nosso orgulho, deveria ser mais cuidada, ter mais investimentos aqui. A Prefeitura não tem critério para distribuir os crachás, então o que acontece? São famílias inteiras que possuem a autorização, enquanto nós vamos ralando devagarzinho aqui como podemos. Eles já haviam concordado em ser apenas um vendedor por família, mas isso não foi adiante. Como não bastasse, ainda temos que concorrer com estrangeiros e vendedores das lojas de Cabo Frio. Enquanto existem duas pessoas vendendo coco, existem 50 vendendo saída de praia. Deveria haver um equilíbrio quanto a liberação dos produtos que podem ser vendidos, porque do jeito que está, todos saem perdendo:  os vendedores, que sofrem com uma concorrência brutal, e os compradores, que não tem uma diversidade de ofertas – diz um deles.        

Eleição, Migração,
Assistência Social e Saúde 

Outro vendedor continua:
- Durante a eleição pra deputado em 2010 vieram muitas pessoas de Campos pra cá. Não quero citar nomes de políticos, mas passou a eleição e essas pessoas ficaram, porque isso também interessa aos vereadores daqui. Desse modo, um simples crachá de praia transtorna o funcionamento inteiro da Cidade. O pessoal do Nordeste, a cada ano manda buscar mais familiares. Quase todas as casas tipo cortiços que já tem em Geribá, perto da Aldeia e em Cem Braças, estão lotadas de parentes transferindo o título. Já vem com o local certo. Todos têm muitos filhos e enchem a rede pública. Não está no planejamento da Cidade. A Prefeitura finge que nada está acontecendo. Não manda os assistentes sociais ver como estão, como vivem, é um problema social e de saúde pública, pois quando adoecem, superlotam o sistema de saúde.
Uma vendedora também dá seu recado:
- Eu acho que quem autoriza o trabalho, confunde ambulante e artesão com camelô. Camelô é aquele que vende porcarias desnecessárias porque não tem emprego, ou porque tem um lojista por trás. Ah, que saudade do coronel Ubiratan, que em 2009 fez uma triagem e deixou somente os que viviam da praia. Até entrevista com psicóloga as pessoas tinham que fazer. Quem tinha problema, quem estava lá por não encontrar trabalho, foi encaminhado para o serviço social. Naquela época, a coisa quase deu certo. Não deu, por causa de uma racha no governo. No desentendimento deles, quem sofre é a Cidade. Mas não culpo o coronel Lyrio, o secretário atual de Ordem Pública, ele é uma ótima pessoa. No mínimo, o serviço dele tinha que se dar em conjunto com o da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Pode ou não pode?

Mais um vendedor, igualmente sob anonimato, fez questão de dar um relato sobre a recente proibição de carrinhos na areia:
- O dono de uma firma de picolé baratinho me contou que comprou todos os carrinhos, contratou empregado e não pode usar, os carrinhos ficaram encostados na loja. Outra firma de picolé falou que os empregados eram de Cabo Frio porque os de Búzios não gostam de carregar os isopores pesados, deixam logo o emprego. Assim, não puderam cumprir a lei que exigia que fossem moradores de Búzios.
Outra vendedora, ao invés de respostas, se conteve em fazer perguntas:
- Se eu tivesse a honra de poder fazer uma pergunta ao Mirinho, eu iria abusar e fazer três. Só três. Queria que ele me respondesse sinceramente: Mirinho, você consegue andar com uma panela de milho fervendo na cabeça? Você consegue andar com uma caixa de isopor de 50 litros cheia na cabeça? Porque nós, que somos conhecidos como ambulantes, temos que ficar parados, torcendo para que o freguês venha a nós? Só isso que eu queria saber.

Ordem Pública

No decorrer das entrevistas, pôde ser considerado que o ato governamental de proibir os carrinhos, pode ser devido ao péssimo estado de conservação que alguns apresentavam, como se assim pagasse ‘os justos pelo pecador’. Para justificar a ação da Prefeitura, foi ouvido o coordenador de Postura, o Dinho. Ele explica:
- O que acontece: no verão, são muitas as pessoas que querem trabalhar na praia, e vem de todos os lugares para isso. E nós pedimos o maior número possível de documentos pra que ela comprove residência em Búzios, pois um item da Lei Complementar 22 diz que a pessoa tem que residir na Cidade. Pedimos título de eleitor sim, pedimos comprovante de residência, CPF, identidade, etc. Mas, o que as pessoas fazem? Pegam endereços de outras pessoas daqui, e nós não temos como fiscalizar isso. É o mesmo problema que acontece na rede pública de saúde. O que eu posso garantir é que aqui não existe e nunca vai existir troca de favorecimento, isso dá Ministério Público, é crime, e eu não aceito isso. Sobre as mercadorias vendidas, não estamos aqui pra determinar: você vai vender isso, e você vai vender aquilo. Eles mesmos chegam a conclusão de que não está dando pra vender mais tal tipo de produto, devido a concorrência, e vem aqui querendo mudar, e nós autorizamos a mudança. Agora, admito que no verão, não só em Geribá, como também em João Fernandes, a fiscalização fica aquém do que merece, devido ao grande número de pessoas, as praias ficam superlotadas. Mas, apesar dos contratempos, nosso trabalho vem sendo feito. Quanto a falta de lixeiras e banheiros, isso é com as secretarias de Serviços Públicos e Obras – informa Dinho, que aproveita para desmentir alguns boatos na Cidade: ele não foi nomeado recentemente como assessor do prefeito, tão pouco será candidato a vereador.        
A entrevista com Dinho foi gravada na quarta-feira (8), na Secretaria de Ordem Pública. Dois dias depois, ele foi novamente procurado pelo Jornal Primeira Hora para comentar a matéria publicada pelo Jornal O Globo nas edições de quinta e sexta-feira (9 e 10) Ele disse:
- Uma matéria extremamente tendenciosa. Sobre a questão dos coletes, nós pedimos que eles usem, para facilitar a localização deles, mas não existem leis que os obriguem usar. Os crachás, por muitas vezes alegam que esquecem em casa, mas isso não chega a ser um problema, não foge do nosso controle. Claro que sempre existem uns espertinhos que tentam trabalhar sem autorização, mas estamos sempre de olho, sabemos quem é quem, temos os arquivos de todos eles. E digo: são sete fiscais na praia de Geribá, e esse número é suficiente. Sobre a consumação mínima, de uma vez por todas, vamos deixar uma coisa bem clara: o reclamante tem que se mostrar, tem que vir até nós, porque isso é caso para o Código de Defesa do Consumidor. Existem placas alertando que isso é crime, mas ninguém quer deixar a praia pra abrir processo, prefere compactuar com o crime, aí fica difícil.    
Sem depender de emprego na Cidade, e sem medo de se identificar, o empresário Gilmar Ribeiro, um dos muitos turistas, opina:
- Bolsas enormes, varais enormes, carrinhos de bebidas, caixotes imundos, ninguém vem aqui pra ver isso, isso atrapalha nossa visão da natureza. Frequento Búzios há mais de 20 anos, e posso dizer: isso aqui já foi melhor. Se houve a emancipação, e os impostos começaram a circular aqui dentro, era pra fazer melhor, concorda? Observei a forma de abordagem de alguns fiscais e achei até engraçada, é uma relação de amigos com os ambulantes. Sobre as coisas serem caras, deveria se ter uma fiscalização sobre isso também, mas eu até entendo, porque afinal, é verão em Armação dos Búzios, fazer o quê? Quem não quer pagar, é melhor que traga lanche de casa. Mas uma coisa me chamou a atenção: percebeu que essas casas foram construídas sem o limite de 33 metros além da preamar? Se essa lei tivesse sido respeitada, daria pra fazer banheiros. Búzios não é mais uma menininha, já caminha pra maioridade. O governo não coloca nem um banheiro químico pra gente – critica o empresário, voltando de um refrescante mergulho.



Colaborador: Bruno Almeida

Perigos na Orla Bardot

Perigos na Orla Bardot

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Construído durante o mandato do ex-prefeito Toninho Branco, o deck da Orla Bardot dividiu opiniões; de um lado o entusiasmo de comerciantes, que mesmo tendo que arcar com parte das despesas comemoraram o visual despojado das ripas de madeira. De outro lado um grupo de moradores que viam na obra de embelezamento um problema para o futuro. Esta semana a reportagem do JPH foi acionada por funcionários, garçons, proprietários de estabelecimentos depois que uma turista se acidentou com um prego naquele local. Fomos lá e constatamos a situação precária em que se encontra o passeio, outrora bonito, hoje desgastado e necessitando diversas intervenções e reparos. Além de ripas partidas, diversos pregos em vários pontos expostos sobre a madeiras soltas colocam em risco a grande quantidade de pedestres que circulam por aquele local, principalmente de noite. A solução de um piso de madeira para  área de intenso movimento, não há dúvida, é bonita, mas requer constante manutenção, fato que nunca ocorreu desde sua fixação.


Colaborador: Redação

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Morre en Passione Diana por complicaçoes no parto

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